Por Leon Helk
O uísque queimava a garganta conforme descia.
A varanda do meu escritório era o único lugar da mansão onde eu podia respirar direito.
Ou pelo menos fingir que respirava.
O céu de Nova York começava a se pintar de roxo.
A brisa fria batia contra a minha camisa semiaberta.
Mas nada era suficiente para afastar o que fervia dentro de mim.
Mariah Torres.
O nome dela já ecoava como maldição na minha cabeça.
Maldição e prece.
Ouvi passos atrás de mim.
Não precisei virar para saber quem e