Por Leon Helk
O uísque desceu queimando a garganta, quente e forte, mas nem ele conseguia apagar o fogo que ardia dentro de mim.
A varanda do meu escritório era o único canto da mansão onde eu conseguia respirar de verdade ou pelo menos fingia que sim.
Lá fora, o céu de Nova York já se tingia de roxo e laranja, o fim de tarde espalhando sombras longas pela cidade. A brisa fria batia contra a minha camisa aberta, arrepiando a pele, mas nada, absolutamente nada, era capaz de aliviar a tensão q