Por Mariah Torres
O sol da manhã atravessava as vidraças imensas da mansão, atingindo o mármore polido com um brilho dourado suave.
O silêncio ali dentro parecia mais pesado do que nunca.
Como se as paredes observassem.
Como se a própria casa sussurrasse para eu tomar cuidado.
E eu tentava ignorar.
Tentava respirar fundo e seguir a rotina que Esther tinha me passado.
Desci para a cozinha, ajeitando a camisa branca simples que fazia parte do meu uniforme.
Tudo em mim gritava para ser discreta.
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