O sol da manhã atravessava as vidraças imensas da mansão, banhando o mármore polido com um brilho dourado suave que contrastava com a tensão que pairava no ar. O silêncio ali dentro era diferente, mais pesado, como se as paredes observassem cada movimento meu, como se a própria casa sussurrasse avisos para eu tomar cuidado. Mas eu tentava ignorar. Respirava fundo, me forçando a seguir a rotina que Esther, a governanta, havia me passado com rigidez.
Desci para a cozinha, ajeitando a camisa branc