SOFIA
Vi o rosto de Isabella desabar com a pergunta do Enzo. Uma pergunta pequena, de criança. Mas cheia de uma dor grande demais pra caber num corpinho de cinco anos.
E naquele segundo, tudo parou. O tempo. A respiração. A esperança que ela tinha trazido na mão junto com o carrinho.
Ela se virou devagar, os olhos marejados, e me encarou. Pela primeira vez… sem máscara, sem escudo, sem orgulho. Só uma mulher quebrada tentando colar os pedaços da mãe que deixou de ser.
— Me desculpa. Eu só... ac