ENZO
Acordei com sede.
O quarto tava escuro, só o brilho do dinossauro no canto piscando devagar. Levantei bem devagarzinho, pra não acordar ele — porque ele protege meu sono, eu acho. Passei a mão nos olhos e fui andando até a porta. O chão tava gelado nos meus pés.
No corredor, tava tudo escuro também. Mas a sala tinha uma luz acesa. E vozes baixas. A voz do papai. E da Sofia.
Fiquei ali escondido, colado na parede. Não era pra escutar, mas meu coração mandou eu parar e ouvir.
— Eu tô com med