EDUARDO
O celular vibrou sobre a mesa com um zumbido insistente, cortando o riso leve de Enzo e o som dos talheres batendo nos pratos. Era uma noite comum — arroz soltinho, frango grelhado e o purê de batata amanteigado que Enzo adorava. A cozinha estava cheia do cheiro de comida quente e do calor bom da convivência. Sofia ria de algo que Enzo tinha acabado de contar, os olhos brilhando, o rosto leve.
Por um segundo, a vida parecia simples. Quase perfeita.
Mas paz demais me dá desconfiança. Por