EDUARDO
Enzo dormia entre nós. O corpinho miúdo, embolado nos lençóis, respirava com calma. Uma paz que eu não via há dias. Era como se ele tivesse encontrado um refúgio entre a gente. Um intervalo entre os medos que ele ainda não sabia nomear, mas que eu reconhecia com clareza.
Eu sabia.
Eu via cada rachadura.
Cada silêncio no meio das frases. Cada vez que ele desviava o olhar pra esconder o que sentia. Cada gesto contido, como se estivesse pedindo desculpas por sentir demais.
E isso me rasgav