SOFIA
Na segunda-feira, Isabella chegou mais cedo do que o habitual. Eduardo a recebeu na porta com educação contida, e eu, como sempre, mantive a cordialidade. Não era fácil. Cada visita dela era uma prova silenciosa de que meu coração estava sendo testado em limites que eu ainda não conhecia.
— Ele está lá fora, brincando com os carrinhos — avisei, cruzando os braços.
— Obrigada — ela respondeu, segurando um ursinho de pelúcia surrado, claramente antigo. — Trouxe isso. Era meu quando pequena.