SOFIA
O domingo chegou com um céu limpo, quase provocador. Um daqueles dias em que tudo parece bonito demais pra quem carrega um turbilhão por dentro.
Eduardo estava quieto desde o café. Mexia no celular, checava o relógio a cada cinco minutos e abria a porta da frente como se o tempo pudesse ser puxado pra trás.
— Ela disse que passava às dez, né? — ele perguntou pela terceira vez.
— Sim, amor. Às dez.
Enzo, animado, já estava de mochilinha nas costas e boné na cabeça. Um sorrisão no rosto, al