SOFIA
A sala do consultório era um universo à parte. Silenciosa, acolhedora e iluminada por uma luz suave que me deixava entre o conforto e o nervosismo. Eu deitada na maca, sentindo o frio do gel escorrer pela pele da minha barriga, enquanto o som do monitor preenchia o espaço como uma batida de tambor do destino. Eduardo estava sentado ao meu lado, com Enzo encaixado no colo, e suas mãos entrelaçadas às minhas como âncoras em meio ao mar revolto que era meu coração.
Enzo, sempre tão curioso,