SOFIA
Passei a madrugada em claro. Os olhos ardiam, a cabeça pesava, mas eu não conseguia parar. O sono era um luxo que eu não podia me permitir. A cada minuto que passava, sentia que o perigo se aproximava mais da gente. Da nossa casa. Do nosso filho.
Estava sentada no chão do escritório, cercada de papéis, anotações e a tela do notebook iluminando meu rosto cansado. Olhava fotos, nomes, trocas de mensagens. Rostos que até ontem faziam parte da nossa rotina. Pessoas que entravam e saíam como s