Eu nunca quis ir embora de você.
Isa fica parada na minha frente.
Os olhos ainda vermelhos, o rosto pálido, como se estivesse tentando decidir se falar vai piorar ou salvar a situação.
O silêncio se estende por alguns segundos.
Longos demais.
Eu sinto a paciência escapando pelos dedos.
— Isa.
Minha voz sai mais dura.
— Eu fiz uma pergunta.
Ela respira fundo, mas o ar parece preso no peito.
— Eu… não sei o valor exato.
Meu olhar escurece na hora.
— Não sabe?
Ela balança a cabeça rápido.
— Ela nunca foi clara. Só dizia que preci