Samuel
O dia seguinte começou com a sensação de que eu tinha atravessado uma linha invisível. Dormir foi quase nada, mais cochilos quebrados do que descanso.
Quando o sol entrou pela fresta da cortina, eu ainda estava sentado na mesma poltrona da noite anterior, vendo Anny abraçada ao Andryel como se o mundo inteiro pudesse desabar em volta.
A cena da véspera não saía da minha cabeça… ela no chão do quarto antigo, mãos sangrando, dizendo que tinham roubado nosso filho. Eu sabia que, se cont