Heitor Castro
O hospital onde Paulo estava parecia uma catedral de vidro e silêncio, mas para mim, era apenas o necrotério de um monstro que se recusava a partir. O corredor da UTI estava deserto, exceto pelos dois seguranças de confiança que eu havia deixado na porta. Eles apenas assentiram quando me aproximei. Meu celular vibrava sem parar no bolso — mensagens de Abel sobre explosões em dois terminais de carga da Global no Porto de Santos. Beatriz e Santiago Galarza não estavam perdendo temp