Heitor Castro
O Porto de Santos estava mergulhado em uma névoa salgada e no cheiro de óleo diesel. O Armazém Dez, uma estrutura de ferro enferrujada, rangia sob o vento forte que vinha do mar. Eu estava parado no centro do pavilhão, a luz amarela de um refletor solitário desenhando minha sombra no chão de concreto.
Isadora estava ao meu lado, com as mãos presas por uma corda falsa, os olhos fixos na escuridão à frente.
— Ele está aí — Isadora sussurrou, a voz quase sumindo no barulho das on