Heitor Castro
Acordei com a luz do sol cortando as frestas da cortina. Pela primeira vez em dias, meu corpo não parecia pesar uma tonelada, mas o silêncio da casa estava... diferente. Era um silêncio fora do normal, quase artificial. Levantei-me e fui direto para a cozinha, onde encontrei Valentina servindo o café das crianças. Ela me deu um sorriso calmo, mas seus olhos me deixaram em alerta: ela estava atenta, tensa talvez.
Sai da cozinha e fui até a sala de monitoramento. Abel estava lá, c