Parte I — Heitor Castro: O Cerco
Saí do hospital como um homem que acabara de deixar o próprio inferno para trás. O ar frio da noite de Brasília não foi suficiente para limpar o cheiro de morte que Paulo Arruda exalava.
Eu estava cego de fúria e entorpecido pela verdade sobre meus pais quando cheguei ao estacionamento subterrâneo. Meus seguranças estavam caídos; o silêncio do concreto era o sinal de que eu havia caído em uma ratoeira.
Antes que eu pudesse alcançar o SUV, o som seco de um t