Heitor Castro
O impacto da revelação ainda sacudia meu peito com mais força do que as explosões ao redor. Eu olhava para Valentina — não, para Mirtes — e o mundo parecia ter dobrado de tamanho, um espaço vasto e aterrorizante que eu não sabia mais como navegar. A mulher que eu amei, a mulher por quem eu morri por dentro todos os dias durante quinze anos, estava ali.
Ela não era uma miragem. Estava segurando um fuzil, com o rosto sujo de pólvora e os olhos queimando com uma determinação que eu