A viagem da minha vida

A viagem da minha vida PT

G.K  Completo
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Resumen
Índice

John Mayer é um jovem despojado, dono de grandes olhos castanhos, e presidente de uma grande rede de Fast Food. Ele tem o sonho de viver uma vida formidável ao lado de sua família e amigos, mas vê tudo ir por água abaixo quando descobre que tem um tumor no cérebro em um lugar onde não existe a menor possibilidade de operar. Com essa bomba em mãos, John se desespera. Ele não viveu o suficiente, não fez loucuras que as pessoas de sua idade fazem e nunca se apaixonou verdadeiramente. Pensando nisso, ele e seus dois melhores amigos decidem sair numa aventura que mudará o rumo de tudo e suas visões sobre a vida, amores e família. Com um aperto no coração e com uma vontade incrível de ser livre, os meninos começam uma viagem com destino à felicidade com risos intermináveis e lembranças que eles levariam para a vida toda.

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34 chapters
Capítulo um
“Pensamos em demasia e sentimos muito pouco”. Charlie ChaplinAo acordar, eu não sentia a mínima vontade de me levantar, isso é, se essa vontade não estivesse alguns pontos abaixo de zero. Minha cabeça... Eu ainda não encontrei um termo certo, mas essa aqui latejava, como o som de mil tambores da Sapucaí unidos na missão de fazer com que o início do meu dia fosse uma droga! O amargo na minha boca recordava o gosto ácido dos vários e vários copos de todas as bebidas disponíveis no bar na noite passada. Lembrar-me da noite anterior era um incômodo, no final das contas.Mentalmente esfregando as têmporas, eu repetia: não pense, não pense, não pense, como se fosse um mantra, feito uma criança que apostava consigo mesma quanto tempo passaria sem pensar. Frustrei-me ao perceber que eu não consegui não pensar.Leer más
Capítulo dois
“A vida não é triste, ela tem horas tristes” Romain RollandEntrei na clínica e me sentei na recepção. Esperei alguns minutos. Fiquei observando as paredes. Era tudo tão branco, que chegou a doer minha vista. Passei as mãos pelos meus olhos e me ajeitei na cadeira. Um sono que não era meu foi se apossando de mim.Agora eu viveria com sono?Essa era boa! Era como se há dias eu não dormisse, era como se alguém passasse as mãos pelos meus olhos, e me embalando com uma cantiga suave, comecei a dormir.— Senhor? — Uma moça empurrava delicadamente o meu ombro.— Oi, desculpe — disse, acordando e me ajeitando na cadeira.Passei a mão no rosto e tentei sorrir. Aí, paspalho, passa mais vergonha!. Corei, sem jeito. Ela pareceu não se importar quando deu de ombros e sorriu para mim.—
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Capítulo Três
“Viver, viver é ser livre, saber dar valor às coisas simples” Charlie Brown Jr.— Sai de cima de mim, seus veados. — Comecei a tentar me mexer, para eles saírem de cima de mim, pois estava ficando sufocado já.— Ui, a moça tá na TPM. — Carter começou a zombar de mim, rindo.Dei um tapa no ombro dele, onde foi que eu conseguir acertar.— Vamos, levanta, vamos pra balada. — Brian começou a pular na cama, mais parecia uma criança de dois anos, e não um homem barbado de vinte e seis anos.— Acho que não vou, não. Eu tô cansado. Para de pular na cama, mas que inferno! Tá parecendo uma criança! — gritei e deitei novamente, levando a mão à cabeça, a fim de tentar fazer com que os gritos dele cessassem.— Iiih... o que t&a
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Capítulo quatro
“Será que Deus pode me ouvir? Só quero agradecer por tudo aquilo que consegui”. Ivo MozartAquele hambúrguer com aquela Coca-Cola geladinha estava muito bom! Aliás, estava mais que bom, estava divino, digno de um deus da Grécia! Por que eu tinha me privado disso esses anos todos?O telefone começou a tocar insistentemente. Atendi com a boca cheia e um sorriso nos lábios.— Fala, Mônica, o que quer?— Desculpe, John, é que Brian e Carter chegaram. Podem entrar?— Claro, deixe eles entrarem. Nem precisava ligar para falar isso.— Ok, mas é que você está estranho hoje, pensei que... — Titubeou. — Está tudo bem? — Abaixou o tom da voz. — Por que eles estão vestidos assim?— Sim, claro, está tudo bem, relaxe. Mande eles entrarem logo, por favor.Enc
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Capítulo cinco
BônusUm Navio, um Naufrágio"A vida não oferece promessas nem garantia, apenas oportunidades e possibilidades".Autor desconhecido.AliciaA definição de um naufrágio nada mais é do que a destruição ou a perda de um navio. Os naufrágios têm diversas causas. Um navio pode ser destruído pelo fogo, pode afundar ou pode colidir com outra embarcação. As causas de alguns naufrágios permanecem desconhecidas.Se prestarmos atenção, a vida é como um navio: muitos desfrutam de uma bela paisagem, passam sem alguma tormenta; alguns já começam a sua viagem com furacões e desastres, ficam à deriva, sem sinal de que possam ser salvo; já outros, devido suas ambições, maldade e seu egoísmo, fazem da sua vida um verdadeiro naufrágio.Leer más
Capítulo seis
“É assim eu vou indo, sendo feliz é o que importa”.Desconhecido Estávamos no aeroporto, esperando nosso voo ser anunciando. Devo dizer que eu estava ansioso. Meu estômago se contorcia só de pensar nas coisas que a gente faria. Eu sei que parecia loucura, e decerto era uma loucura; mas, cara, essa era a melhor loucura que eu faria na minha vida! Eu esperava que eles tivessem histórias incríveis para contar depois que... Bem, depois que tudo acabar.Olhei bem para os meninos, que estavam tão agitados e empolgados, como eu.Tomamos um lanche, em uma cafeteria do aeroporto, brincamos com algumas meninas, que devo dizer que eram lindas... mas o que chamou minha atenção foram as aeromoças. Uma passou perto da gente e quase quebrou o pescoço, de tanto que nos olhava, então soltei um sorriso maroto. Seria ót
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Capítulo sete
”As pessoas são solitárias porque constroem muros, ao invés de pontes”. O Pequeno Príncipe A cabine não era muito grande. Tinha uma cama de casal e um beliche. A vista era linda e o luxo era imenso.Olhei para o teto e sorri. Era pintado como à Capela Sistina. Um espetáculo! Da janelinha só se via água e um baita céu azul tão intenso, que dava vontade de tocá-lo.Deixamos tudo ali, e animados, fomos dar umas voltas pelo navio. Saímos no convés principal.Encostei-me na grade e olhei para o mar. O vento estava forte. Já estávamos navegando, e o inacreditável era que eu não sentia um movimento sequer.Uma moça loira e bonita parou do meu lado. Seus cabelos compridos voavam. Fiquei olhando para ela. Apesar de bonita, tinha o semblante triste e pensativo. Seus lábios eram vermelhos, e seus
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Capítulo oito
“Quem de nós se enganou com um outro amor? Eu vou lembrar de nós, seja onde for”. Malta Os dias que se passaram foram mais tranquilos. Ela nem olhava na minha cara, eu nem fazia questão disso também...Mentira, eu fazia sim. Sei lá o que acontecia aqui dentro; ou talvez eu soubesse sim, mas não quisesse admitir; talvez admitir isso pudesse pôr tudo a perder; talvez pudesse me machucar, e com toda a certeza a machucaria...Dei de ombros, irritado.Isso não estava nos meus planos, eu não poderia perder a cabeça por causa de uma garota, uma garota que nem gostava de mim, uma garota chata. Carne de pescoço, como ela era, comecei a me irritar mais ainda.Droga!         — Hey! Último dia de cruzeiro da gente. Vamos curtir uma piscina? — Bianca sorria, pulando em cima de mim. 
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Capítulo nove
“A gente corre o risco de chorar  quando se deixa cativar”. O Pequeno Príncipe— Caramba, não é possível...Peguei minhas roupas e me vesti. Saí de trás da moita, um pouco afoito, e ela veio atrás de mim, se vestindo também. Fiquei meio sem graça. Meio não era a palavra exata, eu estava muito sem graça, arrependido a certo ponto, sim, talvez... não sei...Eu não lembrava de quase nada da noite anterior, mas peguei na mão dela mesmo assim. Ela olhou para as nossas mãos e sorriu.Pela primeira vez na minha vida eu fiquei constrangido depois de ter dormido com uma mulher. Dá para acreditar nisso? Nem mesmo na minha primeira vez eu tinha ficado assim. Sentia-me como no colegial outra vez, embora elas tivessem outro foco, me senti com catorze anos.O caminho até a pensão foi longo e em silênc
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Capítulo dez
“Viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe”. Oscar Wide “Caminhos, pronto para recomeçar”. Esse era o trecho da música que Carter cantarolava. Que saco!Chutei o chão, frustrado. Enquanto enfiava as mãos nos bolsos e olhava para baixo, cabisbaixo, comecei a pensar... Será que eu teria uma chance para recomeçar?Alguns segundos se passaram quando me dei conta de que essa era a chance que eu tanto queria, essa era a minha chance de recomeçar.Ok! Eu sei que não era como eu queria, eu sei que o que eu queria era outra coisa, mas essa havia sido a minha oportunidade de fazer diferente, a chance dada a mim de me libertar.Sorri e balancei a cabeça.Essa chance, eu não perderia por nada nessa vida.Levantei a cabeça e olhei ao redor
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