A música alta e as luzes coloridas da quadra poliesportiva, que antes animavam a noite do baile, agora pareciam absurdas diante da cena de horror que se desenrolava no meio do salão. Centenas de adolescentes se aglomeraram em círculo, alguns gritando, outros filmando com os celulares, enquanto professores tentavam em vão abrir caminho pela multidão. No centro da confusão, Anderson estava sobre Phillip, golpeando-o com uma fúria descontrolada, transformando cada soco em uma válvula de escape para toda a vergonha, o racismo e a dor que sentia. — Anderson, por favor! Não faça isso. — Samanta falava desesperada, segurando com força o tecido do terno dele, tentando puxá-lo para trás com todo o seu peso, sentindo o corpo dele tremer de ódio sob suas mãos. — Você não é assim! Por favor, solta ele! Você vai matá-lo! Mas ele parecia surdo aos apelos. Seus olhos estavam vermelhos, turvos, como se uma fera tivesse tomado conta do seu ser. Ele só cessou a agressão quando foi arrancado dali com b
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