Mundo de ficçãoIniciar sessãoAssim que mãe e filho adentraram no apartamento se depararam com a mãe de Antônio, ela estava sob o sofá com o pequeno Mateus no colo e a irmãzinha Joana se encontrava sentada no carpete junto à nova babá.
Depois que Janice ordenou para Anderson subir direto para o quarto, se aproximou ainda mais ao centro da sala de estar que tinha o dobro do espaço da casa de infância dela. — Boa noite, senhora Silveira. Achei que tinha deixado claro sobre as suas vindas de surpresa nessa residência. — Para ser sincera não conseguir entender por causa do seu sotaque nordestino, então paciência. — debochou Margareth. A sogra replicou com desdém a nora, todavia, procurava expressar o quanto repugnava o fato em que o único filho tinha se casado com uma negra nordestina. — Vivian, por favor levem as crianças para escovarem os dentes. — Não, elas ainda estão em minha companhia. — replicou a sogra. A babá ficou parada no meio entre as duas sem saber o que fazer. — Crianças, por que não sobem com a tia Vivian, ela irá contar uma história para vocês? — Janice perguntou sorridente o que fez as crianças subirem os degraus da escadas o mais rápido possível, o que fez a senhora Silveira olhou enfurecida para a nora. — Eles são os meus netos. — esbravejou Margareth batendo sob o peito. — E são os meus filhos. Agora, se me der licença vou ajudar o meu filho. Espero que sinta-se em sua casa. — a nora mencionou indo encontrar o filho no quarto. — Eu sempre me sinto em casa... Mas, não posso dizer o mesmo dos nordestinos intrometidos. — no final da frase a sogra aumentou o tom da voz para que a Janice pudesse ouvir. Ao adentrar no quarto a mãe se entristeceu ao ver o filho aos prantos sentado no chão apoiado nos pés da cama. Por um lado ela se sentia culpada por permitir à amizade entre Samanta e o filho mesmo depois de presumir que ela não fosse uma boa companhia ao Anderson, um garoto ingênuo que sempre enxergava somente o lado bom das pessoas. — Mãe, é pecado ter ódio por alguém? — ele perguntou após sentir o aroma doce e peculiar do cheiro da mãe. — Sim, o ódio só atrai coisas ruins para a vida da gente. Meu bem, de quem tente tanto ódio? — Samanta Lemos Palmer... Por que ela fingiu ser minha amiga? — Não sei, meu bem. — mencionou a mãe acariciando os cabelos dele, Janice segurava o choro para não desabar em frente ao filho. — Mas, olha para mim... — pediu a mãe. — Anderson, olha para mim. — ela voltou a pedir com firmeza o que fez o filho erguer apenas os olhos marejados. — Você jamais colherá o bem se plantar uma semente ruim. — Janice acrescentou, porém o conselho da mãe não surtia efeito já que havia se convencido que todos os garotos do time pagaria pelo o trote, principalmente Samanta. — Agora é tarde demais, cada um deles vai pagar... — Filho... — a mãe falava aflita com o desejo de vingança do filho. — Mãe, preciso tirar essas roupas. — Espere aqui que eu vou preparar o seu banho, tá? — ela perguntou ao levantar. — Não precisa. — respondeu Anderson segurando na mão de sua mãe. Por mais que quisesse bancar a mãezona, ela preferiu respeitar o pedido do filho ao deixar o ambiente. Apoiada sob a porta do quarto dele, ela se perguntava para si mesma aonde havia errado até sentir uma mão nas costas. — Amor, eu vi o mais rápido que pude. — os marido afirmou. — Por que isso aconteceu logo com o nosso filho, hein? — Eu não sei, meu bem. Mas te prometo que iremos resolver isso. — o marido amparou a cabeça da esposa sobre o peitoral. — Vai ficar tudo bem. — Vai sim. — respondeu a esposa indo amparada pelo o marido até o quarto. Na medida em que a esposa fazia uma massagem no marido, ela desabafava sobre o quanto estava preocupada com o comportamento do filho. Um sentimento que estava disposta a sacrificar a presença do filho, simplesmente para não vê-lo se perder.






