Quando Valentina chegou à sala, o almoço estava sendo servido, o ambiente já estava preparado: mesa ampla, madeira clara, louças discretas, pratos dispostos com precisão. O sol atravessava os painéis deslizantes e iluminava o espaço de maneira suave, sem invadir — como se até a luz soubesse respeitar limites.Yamamoto já estava sentado à cabeceira.Postura reta, expressão serena, olhar atento demais para ser casual.À direita, Akemi.À esquerda, Hana.A ordem nunca mudava.Rafael entrou logo atrás de Valentina. Moreira vinha alguns passos depois, carregando consigo aquela presença que não ocupa espaço, invisível como um bom funcionário.— Bom apetite. — Yamamoto disse, simples.Valentina sentou-se com cuidado, sentindo o leve cansaço do campo ainda nos músculos. O cheiro da comida era delicado, respeitoso. Nada disputava atenção.O almoço japonês seguia o mesmo princípio do restante da casa: equilíbrio.Arroz branco, peixe grelhado, legumes preparados com exatidão, sopa leve. Tudo ser
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