CAPÍTULO 119 — ANTES QUE O DIA MUDE

O café começou no ritmo habitual da casa.

Silêncios confortáveis, pequenos gestos contidos, o som leve da porcelana. Hana falava mais do que Akemi — mas sem exagero. Era uma leveza estudada, como se soubesse exatamente quanto poderia preencher sem quebrar o equilíbrio.

Valentina tomou um gole do chá, sentindo a garganta aquecer, e decidiu colocar a sua própria peça no tabuleiro antes que alguém a perguntasse.

Observou a mesa com mais atenção. Tudo era bonito, equilibrado, pensado para durar — mas nada ali parecia feito para ser tocado sem cuidado. Até o café da manhã tinha regras invisíveis. Em casa, no Brasil, as refeições eram barulhentas, cheias de interrupções, conversas atravessadas, risadas fora de hora. Ali, cada gesto parecia ensaiado para não ultrapassar limites que ninguém verbalizava.

Não era ruim.

Mas era… controlado demais para ser confortável.

— Hoje eu queria dar uma volta. — disse, com naturalidade, como se estivesse comentando sobre o clima.

Hana ergueu as sobrancelha
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