CAPÍTULO 115 — HERDEIROS DO SILÊNCIO

Valentina acordou antes do horário habitual. Ela se levantou com cuidado para não acordar Rafael. Vestiu um casaco leve e saiu do quarto sem fazer ruído. Caminhou pelos corredores largos da ala reservada até uma porta lateral que ainda não tinha explorado.

Ao deslizar o painel, o jardim se revelou.

Era… lindo.

Um jardim oriental perfeitamente equilibrado: pedras claras formando caminhos irregulares, lanternas baixas ainda acesas, um pequeno lago central onde carpas coloridas se moviam com uma lentidão quase hipnótica. O reflexo da água captava o céu da manhã, ainda pálido, como se o dia estivesse sendo desenhado aos poucos.

Valentina se aproximou do lago e sentou-se em um banco de madeira escura.

Ficou ali, observando.

O movimento constante das carpas, sempre em fluxo, nunca colidindo, nunca apressadas. Aquilo a acalmou de um jeito estranho. Como se o mundo pudesse existir sem urgência — e ela tivesse esquecido disso.

Foi então que ouviu a voz.

— Não,
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