Valentina tentava se concentrar.
Tentava.
Mas o golfe definitivamente não colaborava.
A bola permanecia ali, imóvel, quase desafiadora, enquanto ela alternava entre acertar o ar com convicção exagerada ou raspar o chão com uma determinação que não produzia absolutamente nada de útil.
Ela tentou outra vez. Respirou fundo, posicionou os pés como tinha visto Akemi fazer, ajustou as mãos no taco e concentrou o olhar na bola branca repousando no gramado impecável.
Desceu o taco.
O som seco veio…
mas não da bola.
O chão respondeu primeiro.
Ela fechou os olhos por um segundo, contendo o impulso de rir de si mesma.
— Ok… — murmurou. — Pelo menos eu estou acertando alguma coisa.
Tentou novamente.
Dessa vez, o taco cortou o ar com convicção demais. A bola sequer se moveu.
Valentina soltou o ar devagar, apoiando o peso do corpo em uma perna só, olhando o campo à frente como se ele tivesse conspirado contra ela desde o início.
Não estava frustrada.
Estava… consciente.
Consciente demais de que est