Valentina acordou envolta por calor.
Não o calor do quarto, nem o da coberta leve — mas o calor humano, firme, seguro, que não existia quando ela dormia sozinha. Por um segundo, não se moveu. Permitiu-se ficar ali, suspensa entre o sono e a consciência, sentindo o peso de um braço ao redor da sua cintura, a respiração regular às suas costas.
Rafael.
Ela abriu os olhos devagar.
A luz da manhã entrava filtrada pelos painéis, desenhando tons suaves no quarto. O silêncio não era pesado. Era íntimo.