Narrativa: Alejandro Serrano
Voltei para dentro da casa da nonna de Lisa, ainda segurando as cartas que ela me deixara. Cada palavra escrita por ela queimava minha mente, misturando culpa, raiva e uma necessidade desesperada de encontrá-la. O sequestro ainda era recente, mas o tempo já se tornava inimigo. Cada segundo que passava sem saber onde ela estava me consumia, e eu sabia que precisava agir rápido, antes que qualquer detalhe fosse perdido.
Don Marcello estava na sala, tenso, os punhos cerrados sobre a mesa. Matteo e Vittorio estavam próximos, os rostos marcados pela ansiedade. Eu sabia que cada segundo contava. A atmosfera era pesada, carregada da mistura de medo, raiva e impotência que só a família de Lisa podia sentir nesse momento. O silêncio entre nós era pontuado apenas pelo tic-tac do relógio e pelo zumbido das máquinas que começavam a ser ligadas, prontas para ajudar na busca.
— Alejandro, — começou Don Marcello, a voz grave, pesada, — precisamos montar um plano agora. Q