Narrativa: Adriano Viscari
O silêncio do cativeiro era quase palpável, denso, sufocante. Cada som se ampliava, reverberando pelas paredes nuas e frias, como se cada eco me cutucasse com culpa e medo. Lisa estava sentada no colchão sujo, enrolada em cobertores que mal disfarçavam sua fragilidade. Cada minuto que passava desde a crise a tornava mais vulnerável, mais humana, e isso me deixava perturbado de um jeito que eu jamais imaginei sentir por alguém que, tecnicamente, era minha “vítima”.
Eu