Narrado por Lisa Deluca
Pela primeira vez em décadas — ou pelo menos era assim que meu corpo sentia o tempo — eu queria queimar.
E queria queimar ao lado de Alejandro Serrano.
Não importava se minha mente ainda resistia em admitir. Meu corpo já sabia. Meu coração também. Eu sentia nos ossos, nos silêncios entre uma respiração e outra, que meu tempo estava se esgotando.
E, sinceramente, eu não sabia se teria outra chance. Uma nova chance de ser livre. De ser só Lisa — sem sobrenome, sem regras,