Narrado por Alejandro Serrano
Ela sumiu.
Simples assim.
Como se tudo o que vivemos não passasse de uma alucinação febril.
Como se aquela noite — o rastro salgado das lágrimas dela nos meus lábios, o peso do seu corpo no meu, a confissão silenciosa no toque dos dedos — nunca tivesse existido.
O quarto ainda carregava o cheiro dela.
Um vestígio sutil de lavanda e chuva.
Me recusei a abrir a janela. O ar precisava do perfume dela, porque eu já estava perdendo o resto.
Peguei o celular. Liguei.
Uma