A gravação ainda ecoava em sua mente enquanto Helena andava sozinha pelas ruas silenciosas. O fone preso a um único ouvido repetia a voz de Lucky em sua nova canção — versos que pareciam ter sido arrancados diretamente das entranhas de um homem prestes a desabar.
Ela desligou o gravador e o guardou no bolso. O ar da noite estava denso, quase viscoso. Cada passo parecia mais pesado que o anterior. No fundo do peito, uma dúvida a corroía como ácido.
> “Será que tudo isso é real? Ou será apena