A manhã chegou com um céu estranho, pálido demais, como se a cidade tivesse esquecido como nascer o sol. Helena acordou com o coração apertado e a sensação de que algo dentro dela estava por se romper. Passara a noite revendo arquivos, conectando pistas, relendo anotações antigas. O nome dele estava por toda parte. Sempre esteve. Só agora ela conseguia ver.
Na parede de sua nova sala de trabalho, o painel de investigações começava a tomar a forma de um quebra-cabeça macabro. Recortes de jornais