Mundo de ficçãoIniciar sessãoO juiz Adrian Volkov é conhecido em Nova York como um homem implacável. Frio. Incorruptível. Perigoso. Aos 33 anos, ele construiu uma reputação que mete medo até nos criminosos mais poderosos da cidade. Nem ameaças, nem atentados contra sua vida foram capazes de fazê-lo desistir da justiça. Depois de descobrir a traição de sua noiva, Adrian fez uma promessa: nenhuma mulher pisaria em seu coração novamente. Até que uma nova funcionária entra em sua casa. Aurora Santos, 22 anos, morena de cabelos cacheados e língua afiada, carrega cicatrizes de um passado cruel que ela prefere esquecer. Trabalhando como faxineira na mansão do juiz enquanto tenta pagar a faculdade de gastronomia, ela só quer uma coisa: sobreviver e construir seu próprio futuro. Mas o primeiro encontro entre eles acontece da pior maneira possível. Ela entra no quarto dele. Ele sai do banheiro apenas com uma toalha na cintura. E em vez de pedir desculpas… ela enfrenta o juiz mais temido da cidade. O que começa com provocações e discussões logo se transforma em algo muito mais perigoso. Desejo. Ciúmes. Segredos. E inimigos que fariam qualquer coisa para destruir Adrian Volkov. Mas o juiz logo percebe uma verdade assustadora: Ele pode enfrentar criminosos, mafiosos e assassinos… Mas não está preparado para resistir à única mulher que ousou desafiá-lo.
Ler maisA sala ainda estava carregada.O vídeo congelado na tela.A imagem do invasor parada.Mas a sensação de perigo…continuava em movimento.Aurora cruzou os braços.— Então temos um atirador profissional.— Sim — respondeu Adrian, seco.— E ele sabe onde você mora.— Isso é o pior.Silêncio.Pesado.— Isso não foi aleatório — continuou ela.— Nunca é.— Então alguém mandou.— Alguém sempre manda.Silêncio.Aurora respirou fundo.— E você já tem ideia de quem?Adrian não respondeu de imediato.O olhar dele ficou mais distante.Mais calculista.— Algumas possibilidades.— Quais?— Pessoas que eu condenei.— Ou que você expôs.— Ou que eu atrapalhei.— Ou que te odeiam.Ele olhou para ela.— Essa lista é longa.Aurora soltou um pequeno suspiro.— Ótimo… estamos lidando com meio mundo.— Não exatamente.— Só os perigosos.— Exatamente.Silêncio.Mas antes que pudessem continuar—a porta se abriu.Sem aviso.Sem cerimônia.— Eu sabia que ia dar merda.A voz grave preencheu o ambiente.Aurora
O silêncio dentro da casa era pior do que os tiros.Porque agora…não havia dúvida.Era real.Era direto.E era perigoso.Aurora ainda estava no chão.A respiração acelerada.O corpo quente.E o coração… completamente descompassado.Adrian ainda segurava o rosto dela.Como se tivesse medo de que ela desaparecesse.— Me diz de novo — ele pediu, a voz baixa, mas tensa — você está bem?Aurora assentiu.— Eu estou.— Tem certeza?— Tenho.Ele analisou cada detalhe.Cada expressão.Como se procurasse qualquer sinal de algo errado.— Você não se machucou?— Não.— Nem de raspão?— Não, Adrian!Silêncio.Ele soltou o ar devagar.Mas não a soltou.— Isso não pode acontecer de novo.— Eu concordo.— Não, você não entende.Ele se afastou um pouco.Passando a mão pelo cabelo.Nervoso.— Eles atiraram.— Eu vi.— Dentro da minha casa.— Eu também vi.— Em você.Silêncio.Aquilo pesou.Muito.— Eles estavam mirando em você também — disse ela, mais baixo.— Eu sei.— Então não é só sobre mim.— Ago
O silêncio depois da invasão não trouxe alívio.Trouxe tensão.Pesada.Sufocante.Aurora ainda estava parada na cozinha.O olhar fixo na porta aberta.— Eles entraram… — murmurou, como se ainda estivesse tentando processar.— Entraram — confirmou Adrian.A voz dele estava diferente.Fria.Controlada demais.O tipo de controle que escondia algo muito pior.— Isso nunca aconteceu antes? — perguntou ela.— Não assim.— Então piorou.— Muito.Silêncio.Aurora cruzou os braços.— E agora?— Agora você não sai do meu lado.— Adrian—— Sem discussão.O tom foi definitivo.Aurora abriu a boca…mas fechou.Porque dessa vez…ela sentiu.Aquilo não era só controle.Era medo.E isso mudou tudo.Minutos depois…a segurança da casa já estava em movimento.Homens entrando.Verificando cada canto.Falando baixo.Mas com urgência.Aurora observava tudo.Atenta.— Isso parece cena de filme… — disse ela.— Pra mim é rotina.— Que tipo de vida você leva…Ele não respondeu.E isso já era resposta.— Você
O corredor ainda parecia carregar a presença de alguém.Mesmo vazio.Mesmo silencioso.Aurora sentia.Na pele.No instinto.— Tinha alguém aqui — ela repetiu, mais firme.Adrian não respondeu de imediato.O olhar dele estava focado.Calculando.Analisando cada detalhe.Cada sombra.Cada canto.— Não era funcionário — disse ele, finalmente.— Como você sabe?— Passos leves demais… e rápidos demais.Aurora cruzou os braços.— Ótimo… então estamos sendo espionados.— Não “estamos”.Ele olhou direto para ela.— Você está.Silêncio.— Isso não ajuda — ela respondeu.— É a verdade.— E agora?Adrian passou a mão pelo maxilar.Tenso.— Agora ninguém anda sozinho.— Eu não vou virar sombra sua.— Não é escolha.— Pra mim é.— Não é.O tom dele ficou mais firme.Mais autoritário.Aurora estreitou os olhos.— Você não manda em mim.— Quando se trata da sua segurança, sim.— Não.— Sim.Silêncio.O ar entre eles ficou pesado.Mas dessa vez…não era desejo.Era conflito.— Eu não vou me esconder
Último capítulo