O corredor ainda parecia carregar a presença de alguém.
Mesmo vazio.
Mesmo silencioso.
Aurora sentia.
Na pele.
No instinto.
— Tinha alguém aqui — ela repetiu, mais firme.
Adrian não respondeu de imediato.
O olhar dele estava focado.
Calculando.
Analisando cada detalhe.
Cada sombra.
Cada canto.
— Não era funcionário — disse ele, finalmente.
— Como você sabe?
— Passos leves demais… e rápidos demais.
Aurora cruzou os braços.
— Ótimo… então estamos sendo espionados.
— Não “estamos”.
Ele olhou diret