A sala do tribunal estava tão silenciosa que o som das páginas sendo viradas parecia um trovão.Todos os olhos estavam voltados para um único homem.Adrian Volkov.Sentado na cadeira do juiz, ele parecia mais uma estátua esculpida em pedra do que um ser humano. Alto, largo de ombros, vestindo uma toga negra impecável, ele observava o homem diante dele com um olhar que não demonstrava qualquer emoção.O réu suava.Suas mãos tremiam sobre a mesa.— Meritíssimo… eu posso explicar — ele murmurou.Adrian não respondeu imediatamente.Ele apenas inclinou levemente a cabeça, como se estivesse analisando cada palavra, cada gesto, cada respiração do homem à sua frente.Durante anos, Adrian aprendeu a reconhecer mentiras.E aquele homem estava mentindo.— O tribunal já ouviu sua explicação três vezes — disse Adrian finalmente, com uma voz baixa e firme.A voz de alguém que não precisava levantar o tom para ser obedecido.— E todas elas foram diferentes.Algumas pessoas na plateia trocaram olhare
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