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CAPÍTULO 2 — A NOVA FUNCIONÁRIA

A campainha ecoou pela mansão.

Uma vez.

Depois outra.

Aurora olhou novamente para Adrian.

— O senhor está esperando alguém?

Adrian não respondeu imediatamente.

Seu olhar estava fixo na direção da porta principal, como se estivesse avaliando algo invisível.

Então ele disse apenas:

— Não.

A palavra saiu seca.

Fria.

Aurora sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

Ela ainda não conhecia bem aquele homem, mas algo em sua postura deixava claro que aquela situação não era normal.

Adrian caminhou até a entrada da cozinha e olhou para um pequeno monitor de segurança na parede.

A câmera mostrava a frente da casa.

Aurora observava tudo em silêncio.

— Quem é? — perguntou ela.

Adrian estreitou os olhos.

— Um amigo.

Mas o tom de voz dele não parecia exatamente amigável.

Aurora limpou as mãos em um pano de cozinha.

— Então eu acho melhor sair daqui.

— Fique.

Ela piscou.

— O quê?

Adrian voltou o olhar para ela.

Por alguns segundos, aqueles olhos escuros pareciam examiná-la novamente.

— Você trabalha aqui.

— Sim…

— Então não há motivo para se esconder.

Aurora cruzou os braços.

— Eu não estava me escondendo.

Ele não respondeu.

Apenas saiu da cozinha.

Aurora ficou parada por um momento.

O cheiro da comida ainda estava no ar, mas agora havia algo diferente na atmosfera da casa.

Tensão.

Curiosidade venceu.

Ela caminhou silenciosamente até o corredor, conseguindo ver parte da entrada da mansão.

Adrian abriu a porta.

Um homem alto entrou.

Ele vestia uma jaqueta de couro preta e tinha a aparência de alguém que não se preocupava muito em seguir regras.

Cabelos escuros.

Barba curta.

Um sorriso confiante.

— Ainda vivo, vejo — disse ele.

Adrian fechou a porta atrás dele.

— Ainda inconveniente, também vejo.

O homem riu.

— Você sempre foi péssimo em receber visitas.

Aurora observava escondida no corredor.

O homem parecia… perigoso.

Mas ao mesmo tempo completamente confortável ali.

Como se conhecesse Adrian há muito tempo.

Ele olhou ao redor da sala.

— Então essa é a famosa fortaleza do juiz mais temido de Nova York.

Adrian passou por ele.

— Você veio até aqui só para fazer comentários idiotas?

— Na verdade…

O homem parou de falar.

Seu olhar tinha se movido.

Diretamente para Aurora.

Ela congelou.

Droga.

Ele tinha percebido.

O homem sorriu lentamente.

— Ou talvez eu tenha vindo conhecer a nova funcionária.

Adrian virou-se imediatamente.

Seus olhos encontraram os de Aurora.

— Aurora.

Ela respirou fundo e saiu do corredor.

— Sim?

— Venha aqui.

Ela caminhou até a sala.

O homem de jaqueta de couro parecia analisá-la com curiosidade.

— Então você é Aurora.

Ela franziu a testa.

— E você é…?

— Jean Luca.

Ele estendeu a mão.

— Amigo do seu chefe.

Aurora apertou a mão dele.

Mas havia algo estranho naquele homem.

Algo que lembrava… perigo.

— Prazer — disse ela.

Jean Luca olhou novamente para Adrian.

— Interessante.

Adrian estreitou os olhos.

— Não comece.

Jean Luca levantou as mãos em rendição.

— Eu não disse nada.

Mas o sorriso dele dizia outra coisa.

Aurora suspirou.

— Eu vou voltar para a cozinha.

Antes que pudesse sair, Adrian falou:

— Espere.

Ela parou.

— Sim?

— A comida ainda está no fogão?

Aurora assentiu.

— Sim.

— Traga.

Ela piscou surpresa.

— Para vocês?

Jean Luca abriu um sorriso enorme.

— Já gostei dela.

Aurora voltou para a cozinha tentando ignorar o estranho peso do olhar de Adrian em suas costas.

Minutos depois, voltou com dois pratos.

Jean Luca experimentou a comida primeiro.

E arregalou os olhos.

— Isso está incrível.

Aurora deu um pequeno sorriso.

— Obrigada.

Adrian também experimentou.

Ele não disse nada por alguns segundos.

Mas Aurora percebeu algo curioso.

Ele continuou comendo.

Jean Luca riu.

— Isso significa que ele gostou.

Adrian lançou um olhar mortal para ele.

Aurora tentou esconder o sorriso.

Talvez aquele homem não fosse tão assustador quanto parecia.

Mas enquanto eles comiam, Jean Luca voltou a olhar para ela.

— Então me diga uma coisa, Aurora.

— Sim?

— Como uma estudante de gastronomia acabou trabalhando para um juiz que manda metade da cidade para a prisão?

Aurora respirou fundo.

A pergunta era simples.

Mas a resposta não.

— Longa história.

Jean Luca apoiou o queixo na mão.

— Eu adoro histórias longas.

Aurora abriu a boca para responder.

Mas Adrian falou antes.

— Não.

Jean Luca olhou para ele.

— Não?

— Não é da sua conta.

O silêncio voltou para a sala.

Aurora olhou de um para o outro.

Havia algo naquela troca de olhares que parecia… perigoso.

Jean Luca finalmente riu.

— Relaxa, Adrian.

Ele se levantou.

— Eu estava apenas sendo curioso.

Mas antes de sair da sala, ele disse algo que fez Aurora sentir um frio no estômago.

— Só espero que seus inimigos não descubram que você tem alguém interessante vivendo na sua casa agora.

Aurora franziu a testa.

— Inimigos?

Mas Jean Luca já estava caminhando para a porta.

Adrian ficou parado em silêncio.

Aurora olhou para ele.

— O que ele quis dizer com isso?

Adrian demorou alguns segundos para responder.

Então disse apenas:

— Nada que você precise se preocupar.

Mas algo no olhar dele dizia exatamente o contrário.

E Aurora teve a estranha sensação…

de que sua vida tranquila estava prestes a se complicar muito.

Porque trabalhar para Adrian Volkov…

significava entrar em um mundo onde justiça, poder e perigo caminhavam lado a lado.

E onde uma simples funcionária…

podia se tornar uma tentação impossível de ignorar.

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