97- Primeiro dia...
Angeline vestia um dos vestidos que ele havia comprado para ela: cinza, sem mangas, na altura dos joelhos, com uma camisa clara por baixo. Elegante e jovial. Os cabelos presos delicadamente de lado revelavam um rosto iluminado pela expectativa. Por um instante, Dante esqueceu negócios, estratégias e guerras silenciosas.
Enquanto seguiam pela estrada, Angeline mantinha as mãos entrelaçadas no colo, inquietas. Ele notou.
— Nervosa? Perguntou, lançando-lhe um olhar rápido.
— Um pouco. Admitiu ela, respirando fundo.
Em Verona, Rubens tomava café enquanto Verônica lamentava o sumiço de Angeline, não por preocupação, mas pela perda da cooperação e da chance de se aproximarem do seleto círculo dos Mancini.
Marco, por sua vez, acordava com uma dor de cabeça pulsante após a noite regada a álcool. Pegou o celular por impulso, procurou o contato de Angeline e ligou. O telefone tocou inútil sobre a mesa de cabeceira.
Ele franziu o cenho, largou o aparelho e entrou no banho frio, a imagem do olhar