Quando chegaram, Angeline subiu a escada quase saltitando. Dante ficou para trás. Antes mesmo de colocar o pé no primeiro degrau, ouviu passos. Virou-se e encontrou Oton parado à porta.
— O que a deixou tão feliz? Perguntou Oton, aproximando-se.
— Ela vai trabalhar na empresa.
— Como? Oton franziu a sobrancelha.
— Isso. Preciso de alguém que lide com meus contratos. Ela é praticamente poliglota.
— Você está perdendo o foco, Dante. Pense bem: ela não sabe exatamente quem você é, nem a que veio a Verona.
— Não se preocupe. Respondeu Dante, com calma. — Eu me encarrego de Angeline.
Do alto da escada, Angeline viu Oton se afastar em direção à porta. Não conseguiu ouvir o que os dois diziam, mas algo naquela interação lhe pareceu estranho.
Quando Dante se virou, ela correu para o quarto. Da porta, ainda o viu entrar no escritório.
Dante ficou diante da janela. A noite estava escura, o vento fazia galhos e folhas dançarem lá fora. Ele se perdeu em pensamentos; as palavras de Oton ecoavam em