Com a pasta junto ao peito, Angeline respirou fundo antes de sair da sala. Caminhou pelo corredor decidida. A cada passo, o nervosismo voltava, não pelo contrato em si, mas por ter de explicá-lo a Dante. Ainda estava insegura sobre a decisão que tomara.
Ao se aproximar da sala dele, ouviu vozes.
Parou por um instante.
A porta estava entreaberta. Dante estava de pé, mãos apoiadas na mesa, falando baixo com Oton. Ambos se voltaram quando perceberam sua presença. Angeline deu dois toques leves na porta.
— Interrompo? Perguntou, educada, mas firme.
Dante lançou-lhe um olhar rápido, avaliador.
— Não. Entre.
Oton a cumprimentou com um leve aceno de cabeça.
— Vejo que Dante já lhe deu trabalho, comentou, neutro, olhando para a pasta em suas mãos e depois para Dante.
Angeline assentiu, direcionando o olhar para ele.
— Já terminei o primeiro contato. Disse, indo direto ao ponto.
Oton arqueou levemente a sobrancelha, mas não comentou.
Dante sentou-se de forma relaxada na cadeira, estendendo a m