A espera se prolongava além do suportável.
Agnes estava exausta e com fome.
Sentados em um banco estreito do corredor, ela, Luigi e Dante aguardavam por qualquer notícia.
Em alguns momentos, o cansaço vencia, e Agnes acabava cochilando, a cabeça repousando no ombro de Luigi sem perceber. Ele permanecia imóvel, suportando o leve desconforto que ainda sentia da cirurgia recente, como se qualquer movimento pudesse romper aquele frágil equilíbrio.
Dante, por outro lado, não conseguia ficar parado. Sentava-se por alguns minutos, levantava, caminhava alguns passos pelo corredor, voltava. A impaciência o corroía por dentro, silenciosa, angustiante e constante. A sensação de que, se parasse, desabaria ali mesmo.
As horas se arrastavam, espessas, intermináveis.
Agnes acabou adormecendo de vez, o peso do corpo entregue ao ombro de Luigi. Ele ajustou a postura com cuidado para não acordá-la.
Dante cruzava o corredor de um lado ao outro, os passos firmes, quebrando o silêncio que o lugar exigia,