Luigi permaneceu ao lado do carro, atônito.
O eco dos tiros ainda vibrava na escuridão, reverberando em seus ouvidos.
Agnes estava pendurada na janela, o rosto pálido, os olhos fixos nele.
— Fique aqui. Disse Luigi, já se afastando.
— Onde você vai? Ela perguntou, a voz trêmula.
Ele parou por um instante.
Olhou para ela por cima do ombro.
— Ajudá-los.
Antes que Agnes pudesse dizer qualquer coisa, Luigi se afastou do carro e avançou em direção ao galpão.
O cheiro de pólvora e sangue tornava o ar pesado. O chão estava coberto de estilhaços de vidro e cápsulas vazias. Um movimento ao longe o fez firmar a arma.
Viu Dante primeiro.
Caído de lado, o braço tenso, tentando se apoiar no chão.
— Dante. Chamou, aproximando-se com cuidado.
— Angeline… Ouviu o murmúrio rouco do amigo.
Uma sombra se projetou sobre Dante. Uma mão estendida.
Luigi.
Dante segurou firme e soltou um gemido ao se erguer, cerrando os lábios contra a dor.
— Angeline. Repetiu, apressado.
Os dois vasculharam o chão com o olh