Do outro lado da linha, alguém observava um retrato antigo, guardado há muito tempo numa gaveta trancada a chave.
— Não adianta recuar agora. Disse a voz firme e sedutora, do outro lado.
— Mas... ele está a um passo de nós.
— Acredite: conheço-o bem, e você também. Se estivesse mesmo a um passo, já teria batido à sua porta.
— Ele ainda confia em mim. Acredita que sou Laerte...
— Ele não pode encontrar a garota. Onde ela está?
— Hungria...
— Acabe com ela. Se ela abrir a boca, qualquer suspeita