Naquela noite em Sorrento, o amor parecia eterno sob o som sereno do mar.
Amália acordou com os primeiros raios de sol entrando pela pequena janela da cabine.
Glauco a amara até tarde da madrugada, e seu corpo ainda guardava o calor e o perfume dele.
Espreguiçou-se preguiçosamente, sentindo o leve balanço do mar. Arrastou-se até a janela e o viu, sem camisa, vestindo apenas uma calça branca, olhando o horizonte com aquele ar distraído que a fazia suspirar.
Ele era como uma pintura o céu claro, o sol dourando suas costas largas e levemente bronzeadas, a brisa soprando-lhe os cabelos. Não importava o lugar nem a hora: Glauco exalava poder e liberdade. Se não fosse pelo jeito refinado e elegante, aquela imagem até poderia enganar, conferindo-lhe um ar selvagem, mas não, ele era a perfeita mistura entre força e controle.
Ficou ali, escondida por instantes, admirando-o em silêncio e lembrando-se da noite anterior.
Quando ele se virou, ela se apressou em voltar para a cama e fingir que dorm