Naquela noite, Amália, depois do banho no quarto de cima, desceu devagar até o porão, vestindo apenas a camisola, a sala estava vazia e na penumbra.
As madeixas soltas escorriam pelas costas, caminhou pelo grande corredor, o chão gelado sob os pés a fez arrepiar.
Mas ao abrir a porta... parou.
O quarto estava vazio.
Sem a cama, sem o baú de cobertas velhas, até a mesa velha desapareceu. Apenas poeira e umidade onde seus pés se acostumaram a buscar abrigo.
Fechou a porta lentamente. Com raiva.