Capítulo 18.
FERNANDO NARRANDO:
O som do vinho deslizando da garrafa para a taça era quase terapêutico. Bordeaux, safra 2005. Nada menos do que eu merecia depois de uma semana cheia. Me recostei no sofá de couro italiano do meu apartamento na Park Avenue, cruzei as pernas e levei a taça até os lábios, sem pressa. O sabor encorpado, seco, desceu como uma lembrança boa.
É engraçado como certas coisas nunca mudam. O vinho continua sendo meu favorito. O skyline da cidade ainda parece desenhado só pra mim