Capítulo 37.
JULIA MONTENEGRO:
Por um segundo, achei que o ar tinha desaparecido do mundo. O tempo parou. Meu coração parecia preso entre as costelas, latejando de medo, de nojo, de raiva. Eu ainda sentia o toque repulsivo de Fernando no meu braço, os dedos dele cravados como garras na minha pele. A boca dele próxima demais da minha. Aquele hálito carregado de arrogância e podridão. E o insulto ecoando: "vagabunda."
Mas então… a mão dele foi arrancada do meu corpo.
Tudo aconteceu rápido demais.
— SEU DESGRA