Capítulo 39.
39
FERNANDO NARRANDO:
O gosto de sangue ainda estava na minha boca quando entrei no apartamento.
Cada passo doía. O maxilar pulsava, o estômago ardia onde aquele desgraçado tinha acertado o soco. Mas a dor física não era nada comparada ao ódio que me consumia por dentro. Aquilo queimava. Subia pela garganta. Apertava o peito. Eu não tinha perdido. Ainda não.
Bati a porta com força atrás de mim.
— Fernando?!
A voz da Carolina veio apressada da sala. Quando ela me viu, arregalou os olhos e correu