Capítulo 16.
JULIA MONTENEGRO NARRANDO:
Saí da sala do Gabriel sem olhar para trás. Se eu tivesse olhado, talvez tivesse perdido a força nas pernas. Talvez tivesse voltado lá e dito tudo que estava entalado na garganta. Mas não. Eu precisava seguir. Engolir o gosto amargo da humilhação e continuar andando. Como sempre fiz.
O salto dos meus sapatos batia firme no piso da recepção, e eu não sabia se aquele som era mais alto que a voz dele ainda ecoando na minha cabeça.
Precisa tanto quanto precisa de