Capítulo 15.
GABRIEL CLARK NARRANDO:
Ela se sentou, dura na cadeira como se estivesse pronta para levar um soco. Ombros erguidos, olhos fixos em mim. A tensão entre nós dava pra cortar com uma faca. E ainda assim… tinha alguma coisa estranha naquela atmosfera. Algo que não era só raiva ou vergonha. Era quase como se… estivéssemos presos um ao outro. Contra a nossa vontade.
Respirei fundo e me sentei também. A cadeira rangeu sob o meu peso. Peguei a caneta sobre a mesa, rolei entre os dedos.
— Vamos