Ponto de vista do narrador
Natália sentiu o beijo de Cadu se aprofundar, as mãos dele subindo devagar pelas suas costas, traçando linhas suaves que contrastavam com a intensidade do momento anterior no banheiro. A varanda era privativa, o sol da tarde filtrado pelas cortinas leves que balançavam com a brisa do mar. O som das ondas ao fundo era como um ritmo constante, um convite para se perder.
Carlos Eduardo a guiou de volta para dentro do quarto, sem romper o beijo, fechando a porta da varanda com um pé. As mãos dele eram gentis — cheias de carinho, de desejo paciente. Ele a deitou na cama king, os lençóis macios se moldando ao corpo dela como uma carícia extra.
— Você é linda, amor — murmurou ele, seus olhos escuros fixos nos dela, cheios de uma admiração que fazia o coração de Natália apertar. — Quero te fazer sentir bem. Quero tudo com você.
Natália assentiu, as palavras presas na garganta, o corpo ainda ecoando as sensações do dia. Cadu desceu devagar, beijando o pescoço dela, o