Ponto de vista do narrador
Daniel Raven trabalhava melhor à noite. Não por gosto, mas por necessidade.
Daniel Raven aprendera cedo que a verdade tinha horários próprios. Durante o dia, tudo era ruído: ligações monitoradas, acessos registrados, gente demais observando. À noite, porém, o mundo afrouxava os nós. Servidores entravam em rotinas automáticas, equipes de segurança trabalhavam no mínimo necessário, e sistemas antigos — os mais perigosos — revelavam brechas esquecidas por quem acreditav